Neocolonialismo e descolonização da África

O NEOCOLONIALISMO

O neocolonialismo esteve presente no continente africano mais intensamente na segunda metade do século XIX. Este período está associado à perda de domínio das colônias americanas, e refletem também a busca de novas fontes de matérias primas e mão- de-obra empreendida pelos europeus para dar suporte ao processo de desenvolvimento industrial vigente na Europa naquele momento. Com o Neocolonialismo praticamente todo o continente africano foi conquistado, com exceção à Etiópia e a Libéria, pelas potências europeias.

O Neocolonialismo foi a principal forma assumida pelo imperialismo a partir da Segunda Revolução Industrial. O domínio das potências europeias não foi apenas econômico, mas militar, político e social, impondo à força um novo modelo de organização econômica e social do trabalho, que pudesse garantir, principalmente, a extração de riquezas, para as indústrias europeias. A violência militar e a exploração do trabalho somam-se as imposições sociais, incluindo a disseminação do cristianismo entre os povos nativos, num processo de aculturação, que pode ser interpretado como europeização da cultura no continente africano, algo que já havia acontecido no continente americano.

A PARTILHA DA ÁFRICA

PARTILHA DA ÁFRICA

Fonte do Mapa: http://agora-espacoreflexivo.blogspot.com.br/2011/09/as-causas-e-efeitos-da-partilha-da.html

A Partilha da África foi um processo desigual, sendo a Inglaterra e a França beneficiadas, formando verdadeiros Impérios Coloniais, ao passo que, Alemanha e Itália (que se unificaram tardiamente) ficaram com um número menor de territórios, fato que é considerado uma das causas para a eclosão de duas Guerras Mundiais.

A Conferência de Berlim, realizada entre 1884 – 1885 marcou o momento da oficialização do domínio europeu na região, ou seja, foi o momento que as potências europeias reuniram-se com o objetivo de dividir os territórios coloniais entre si, e o fizeram de forma arbitrária, não respeitando as fronteiras já existentes, como se o continente fosse totalmente esvaziado de qualquer organização politica, administrativa e econômica, passando ainda a impressão do que naquele continente havia um único povo.

 Nessa região podemos destacar ainda, o marcante processo de dominação britânica, que garantiu monopólio sob o Canal de Suez, no Norte da África. Fazendo ligação entre os mares Mediterrâneo e Vermelho, essa grande construção foi de grande importância para as demandas econômicas do Império Britânico. Na região sul, os britânicos empreenderam a formação da União Sul-Africana graças às conquistas militares obtidas na Guerra dos Bôeres (1899 – 1902).

Descolonização da África

DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA

fonte: Adaptado de SERRYN, Pierre & BLASSELLE, René. Géographique et Historique, Paris, Bordas, 1993.

 O continente africano foi colônia de potências europeias até a segunda metade do século XX. Sua independência se deu após o fim da Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945. Um acontecimento que envolveu muitos países, dentre eles nações europeias que detinham territórios de exploração no continente africano.

Após o conflito, a Europa ficou bastante enfraquecida no âmbito político e econômico. Esse enfraquecimento das nações europeias fez ressurgir movimentos de luta pela independência em todas as colônias africanas. No decorrer da década de 1960, os protestos se multiplicaram e muitos países europeus concederam independência as suas colônias. Mesmo que em alguns casos não tenham ocorrido conflitos armados envolvendo colonizadores e colonizados, não podemos pensar que o processo tenha se dado de forma pacífica, dada a pressão velada que essas potências passam a sofre depois da Guerra, por terem supostamente libertado o mundo da opressão do Nazismo. Em alguns casos, a independência se efetivou depois de prolongados confrontos entre nativos e colonizadores.

As antigas colônias se transformaram em países autônomos, no entanto, a partilha do território realizada de forma arbitraria pelas nações europeias, que não consideraram as divergências étnicas existentes antes da colonização, geraram disputa pelas lideranças politicas agora independentes.

Essas disputas pelo poder politico aconteceram também na América espanhola, onde não se tem um histórico de separação de grupos étnicos como ocorreu na África no momento da Partilha do Continente Africano. A forma como as potências europeias fizeram a divisão dos territórios colônias foi sem dúvida maléfica para o povo africano, mais não podemos esquecer que o interesse pelo poder politico não se sustenta com base somente nesse processo. É importante avaliar como o humano lida com a questão do poder.

O continente está atualmente dividido em 53 países independentes. A incidência de conflitos tribais motivados por interesses de lideranças étnicas, a pobreza e a corrupção aliada à falta de apoio internacional dificultam a estabilidade política e econômica da região.

Por Francisca Iriam, estudante de pós-graduação em geografia pela UNESP.

Sites consultados.

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/africa-do-sul/partilha-da-africa.php

http://agora-espacoreflexivo.blogspot.com.br/2011/09/as-causas-e-efeitos-da-partilha-da.html

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1 comentário

  1. Solange said,

    junho 7, 2012 at 10:08 am

    Gostei do texto e o utilizarei com os meus alunos .Valeu pela dica!


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